domingo, 15 de novembro de 2009

CURIOSIDADE: AS FARC E A OPERAÇÃO TRAÍRA

Na década de 1990, mais precisamente no dia 26 de fevereiro de 1991, um grupo de 40 guerrilheiros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), invadiu o território brasileiro na região de fronteira entre o Brasil e a Colômbia e, às margens do Rio Traíra, no Estado do Amazonas, atacou de surpresa o Destacamento Traíra do Exército Brasileiro,  que encontrava-se em instalações semi-permanentes e possuia efetivo muito inferior ao grupo guerrilheiro que o atacara. Nesse ataque morreram três militares brasileiros e vinte e nove ficaram feridos; várias armas, munições e equipamentos foram roubados.
Imediatamente as Forças Armadas do Brasil, autorizadas pelo então presidente Fernando Afonso Collor de Mello e com o conhecimento e apoio do Presidente colombiano César Gavíria Trujillo, deflagraram a secreta OPERAÇÃO TRAÍRA, com o objetivo de recuperar o armamento roubado e desencorajar novos ataques.

Reação do Brasil:
  • Força Aérea Brasileira: apoiou a Operação Traíra com seis helicópteros de transporte de tropas Uh-UH1, seis caças bombardeiros AT-27 Tucano e aviões de apoio logístico C-130 Hérciles e C-115 Búfalo.
  • Marinha do Brasil: apoiou a operação com um Navio Patrulha Fluvial, que ficou baseado em Vila Bittencourt, cooperando com o apoio logístico e garantindo a segurança daquela região.
  • Exército Brasileiro: enviou sua principal elite, elementos de forças especiais e de comandos do Batalhão de Forças Especiais (atuais 1º Batalhão de Forças Especiais e 1º Batalhão de Ações de Comando), e também guerreiros de selva do até então 1º Batalhão Especial de Fronteira, para atacar a base guerrilheira que se encontrava em território colombiano, próximo a fronteira. Também apoiaram, militares do 1º Batalhão de Infantaria de Selva, principal unidade do Comando Militar da Amazônia. O Comando de Aviação do Exército se fez presente fornecendo o meio de transporte utilizado pelos combatentes empregados na missão, 4 helicópteros de manobra HM-1 Pantera, 2 helicópteros de reconhecimento e ataque HA-1 Esquilo.
  • Exército Colombiano: apoiou a operação com o Batalhão Bejarano Muñoz, acredita-se que tenha bloqueado a rota de fuga dos guerrilheiros, caso tentassem fugir do ataque brasileiro.
O resultado dessa sigilosa Operação de Guerra foi a morte de 21 guerrilheiros das FARC, inúmeros capturados e a recuperação da maior parte dos armamentos e equipamentos que haviam sido roubados.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

CONFLITOS ÉTNICOS E NACIONALISTAS : O CASO BASCO


Os bascos habitam a região da norte da Espanha e do sul da França há mais de 5 mil anos. São cerca de 2,5 milhões de pessoas que possuem identidade, idioma (euskera) e cultura próprias, constituindo uma verdadeira nação no interior desses países.
Na França a convivência é relativamente pacífica. Porém na Espanha os bascos perderam autonomia durante o governo de Francisco Franco e foram impedidos de se expressarem em seu próprio idioma, comemorarem as suas festas nacionais e manifestarem a sua cultura. A represão de Franco forjou um forte movimento nacionalista e a formação de grupos de resistência e terroristas. Terminado o período da ditadura franquista (1939-1975), os bascos reconsquistaram relativa autonomia, consolidada pela criação de uma Região Autônoma do País Basco, com sistema de impostos e Parlamento próprios.
No entanto, a organização terrorista ETA (Euskera Ta Azkatasuna, que significa "Patria Basca e Liberdade"), criada durante a ditadura de Franco, realiza atentados, desde o final dos anos 1970, com o objetivo de pressionar o governo espanhol a reconhecer a independência total do País Basco. Hoje a maioria basca, apesar de almejar a independência e a constituição de um Estado soberano, não apóia o terrorismo, não só pela aversão a ese método de luta, mas também pela autonomia conquistada e pelo elevado desenvolvimento econômico que garante boa qualidade de vida à população dessa região do país.


domingo, 1 de novembro de 2009

DE OLHO NO VESTIBULAR 2010: AMAZÔNIA HOJE

Em virtude da globalização econômica, a agricultura praticada nos dias de hoje caracteriza-se cada vez mais pela maior utilização dos avanços tecnológicos, da mecanização e, consequentemente, de um maior poder de degradação do meio ambiente.
No caso da Amazônia, a história da região denuncia a entrega de seu patrimônio natural aos grupos nacionais e estrangeiros. O fato da dominação pode ser visto nas diferentes fases da produção e da influência dos capitalistas na região, através de diferentes produtos para servir ao mercado mundial.
Na era do biocombustível, visto atualmente como uma das grandes alternativas em relação ao petróleo, a Amazônia é vista pelo capital, como uma área privilegiada para o seu desenvolvimento. Embora ainda pouco divulgado pelos meios de comunicação e pelo próprio governo, é sabido, que o plantio de cana se estende para à Amazônia Legal num certo ritmo acelerado.
Segundo dados da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, a safra de cana na Amazônia Legal aumentou de 17,6 milhões de toneladas para 19,3 milhões de toneladas, no período de 2007/2008.
Esse cultivo na amazônia tem atraído inclusive investidores estrangeiros, a exemplo da COOPER FUND, dos Estados Unidos, que é sócio do grupo TG Agroindustrial?Costa Pinto, que produz álcool em Aldeias Altas, no Maranhão. No mesmo Estado, a empresa Maity Bioenergia, negocia com investidores estrangeiros 4 projetos, cada um orçado em 130 milhões de dólares, para produzir 1,2 milhão de toneladas de cana. A empresa produz atualmente 1 milhão de toneladas.
Essa tendência só tende aumentar pois, esses projetos contam com o apoio do governo, principalmente no que diz respeito aos financiamentos públicos para tais empreendimentos.
Desde que o governo da ditadura abriu as portas da Amazônia para o capital nacional e internacional, já foram desmatados 70 milhões de hectares de terra na região.
Nesse sentido, a Amazônia da era do biocombustível, tende a ser maléfica para o meio ambiente, ainda mais se incluírmos nesse rol à atividade pecuarista, madeireira e mineral aí, a coisa pega!

sábado, 31 de outubro de 2009

CRISE: UMA DESCULPA PARA DEMITIR TRABALHADORES

Em matéria publicada pelo jornalista, Fernando Canzian, no jornal folha de São Paulo do último domingo, mostra que as demissões de trabalhadores nos Estados Unidos melhorou a taxa de lucro das empresas norte-americanas. O índice Dow Jones, que atingiu o fundo do poço no mês de março, obteve crescimento de 53%. Em contrapartida, o número de pobres nos EUA continua crescendo (estima-se em 42 milhões de pessoas).
Segundo Canzian, as receitas empresariais continuam baixas, mas os lucros crescem, em muito por conta da demissão de trabalhadores. Conta básica: economia do custo trabalho tende a gerar mais lucros. Mas também sobrecarrega de serviços quem fica, deprecia a qualidade de vida da classe trabalhadora e por aí vai.
No Brasil, uma de suas poderosas empresas, a Vale do Rio Doce, busca, junto ao governo federal, cortar direitos trabalhistas. "Eu tenho conversado com o presidente Lulano sentido de flexibilizar um pouco as leis trabalhistas. Seria algo temporário, para ajudar a ganhar tempo enquanto essa fase difícil não passa". A frase é de Roger Agnelli, presidente da Vale, em dezembro de 2008. "Estamos conversando com os sindicatos. O governo e os sindicatos precisam se convencer da necessidade de flexibilizar as leis trablhistas: suspensão de contratos de trabalho, redução da jornada com redução de salário, casos assim em caráter temporário", disse Agnelli.
Para uma gigante que teve lucro líquido de 21,279 bilhões em 2008; 20,006 bilhões em 2007 e de 13, 431 bilhões de reais em 2006, essa declaração é no mínimo um tapa na cara do povo brasileiro.
Estão jogando a crise nas costas do trabalhador brasileiro. Que a crise seja paga por quem as criou. Que os ricos paguem por ela!

"Honoráveis Bandidos"

"Honoráveis Bandidos", livro de outoria do jornalista Palmério Dório, estará sendo lançado em Brasília, no próximo dia 04/11/09. O livro traz inúmeras informações sobre a trajetória de vida de um dos políticos mais influentes da República brasileira e que ultimamente vinha sendo noticiado constantemente pelo seu envolvimento com falcatruas no Congresso Nacional, onde é presidente. Sua leitura é indicada para aqueles que tem interesses em conhecer os bastidores da República no Brasil.