Para entender melhor a problemática atual norte-americana, faz-se necessário voltar um pouco aos objetivos do projeto defendido por Bush. O PNAC (Projeto Para um Novo Século Americano), tinha como principal objetivo manter a liderança, os interesses e os valores americanos no mundo, no próximo século XXI, um projeto muito ambicioso e de alcances estratégicos para consolidar e ampliar por um século a hegemonia econômica -política-militar dos EUA no mundo.
Para isso, era necessário intervir militarmente em qualquer lugar do mundo onde os interesses e os "valores" dos EUA fossem questionados ou onde houvesse um "regime hostil" que ousasse desafiar essa hegemonia.
A GUERRA CONTRA O TERROR E A LUTA CONTRA O EIXO DO MAL
Embora o projeto não tenha surgido a partir dos ataques de 11 de setembro, estes criaram as condições para que o mesmo fosse efetivado uma vez que foi apresentada para a população americana como uma política de "defesa" de um país que estava sendo agredido. Nesse sentido, o projeto contou com grande apoio popular levando a que 75% da população do país apoiasse a invasão do Afeganistão. A partir daí ficou fácil desenvolver conceitos como o da "guerra contra o terror" e o "eixo do mal".
O governo norte-americano afirmou que o eixo do mal era composto por Iraque, Irá e Coréia do Norte.
Com a invasão do Afeganistão e do Iraque, os Estados Unidos não conseguiu nenhum dos objetivos políticos, militares e econômicos estabelecidos, por isso, começa a retirar-se claramente derrotado.
Nesse caso, a política de Obama, atual presidente dos Estados Unidos, diferente da de seu antecessor, é a do consenso, isto é, uma ampliação da ação diplomática e dos âmbitos de tomada de decisões para "convencer" e conseguir o "consenso" para as políticas a serviço do imperialismo americano que, nestes momentos, simplesmente não podem se impor pela força.
