domingo, 1 de novembro de 2009

DE OLHO NO VESTIBULAR 2010: AMAZÔNIA HOJE

Em virtude da globalização econômica, a agricultura praticada nos dias de hoje caracteriza-se cada vez mais pela maior utilização dos avanços tecnológicos, da mecanização e, consequentemente, de um maior poder de degradação do meio ambiente.
No caso da Amazônia, a história da região denuncia a entrega de seu patrimônio natural aos grupos nacionais e estrangeiros. O fato da dominação pode ser visto nas diferentes fases da produção e da influência dos capitalistas na região, através de diferentes produtos para servir ao mercado mundial.
Na era do biocombustível, visto atualmente como uma das grandes alternativas em relação ao petróleo, a Amazônia é vista pelo capital, como uma área privilegiada para o seu desenvolvimento. Embora ainda pouco divulgado pelos meios de comunicação e pelo próprio governo, é sabido, que o plantio de cana se estende para à Amazônia Legal num certo ritmo acelerado.
Segundo dados da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, a safra de cana na Amazônia Legal aumentou de 17,6 milhões de toneladas para 19,3 milhões de toneladas, no período de 2007/2008.
Esse cultivo na amazônia tem atraído inclusive investidores estrangeiros, a exemplo da COOPER FUND, dos Estados Unidos, que é sócio do grupo TG Agroindustrial?Costa Pinto, que produz álcool em Aldeias Altas, no Maranhão. No mesmo Estado, a empresa Maity Bioenergia, negocia com investidores estrangeiros 4 projetos, cada um orçado em 130 milhões de dólares, para produzir 1,2 milhão de toneladas de cana. A empresa produz atualmente 1 milhão de toneladas.
Essa tendência só tende aumentar pois, esses projetos contam com o apoio do governo, principalmente no que diz respeito aos financiamentos públicos para tais empreendimentos.
Desde que o governo da ditadura abriu as portas da Amazônia para o capital nacional e internacional, já foram desmatados 70 milhões de hectares de terra na região.
Nesse sentido, a Amazônia da era do biocombustível, tende a ser maléfica para o meio ambiente, ainda mais se incluírmos nesse rol à atividade pecuarista, madeireira e mineral aí, a coisa pega!

sábado, 31 de outubro de 2009

CRISE: UMA DESCULPA PARA DEMITIR TRABALHADORES

Em matéria publicada pelo jornalista, Fernando Canzian, no jornal folha de São Paulo do último domingo, mostra que as demissões de trabalhadores nos Estados Unidos melhorou a taxa de lucro das empresas norte-americanas. O índice Dow Jones, que atingiu o fundo do poço no mês de março, obteve crescimento de 53%. Em contrapartida, o número de pobres nos EUA continua crescendo (estima-se em 42 milhões de pessoas).
Segundo Canzian, as receitas empresariais continuam baixas, mas os lucros crescem, em muito por conta da demissão de trabalhadores. Conta básica: economia do custo trabalho tende a gerar mais lucros. Mas também sobrecarrega de serviços quem fica, deprecia a qualidade de vida da classe trabalhadora e por aí vai.
No Brasil, uma de suas poderosas empresas, a Vale do Rio Doce, busca, junto ao governo federal, cortar direitos trabalhistas. "Eu tenho conversado com o presidente Lulano sentido de flexibilizar um pouco as leis trabalhistas. Seria algo temporário, para ajudar a ganhar tempo enquanto essa fase difícil não passa". A frase é de Roger Agnelli, presidente da Vale, em dezembro de 2008. "Estamos conversando com os sindicatos. O governo e os sindicatos precisam se convencer da necessidade de flexibilizar as leis trablhistas: suspensão de contratos de trabalho, redução da jornada com redução de salário, casos assim em caráter temporário", disse Agnelli.
Para uma gigante que teve lucro líquido de 21,279 bilhões em 2008; 20,006 bilhões em 2007 e de 13, 431 bilhões de reais em 2006, essa declaração é no mínimo um tapa na cara do povo brasileiro.
Estão jogando a crise nas costas do trabalhador brasileiro. Que a crise seja paga por quem as criou. Que os ricos paguem por ela!

"Honoráveis Bandidos"

"Honoráveis Bandidos", livro de outoria do jornalista Palmério Dório, estará sendo lançado em Brasília, no próximo dia 04/11/09. O livro traz inúmeras informações sobre a trajetória de vida de um dos políticos mais influentes da República brasileira e que ultimamente vinha sendo noticiado constantemente pelo seu envolvimento com falcatruas no Congresso Nacional, onde é presidente. Sua leitura é indicada para aqueles que tem interesses em conhecer os bastidores da República no Brasil.